Como evitar golpe por link de pagamento
Não pague por link recebido em mensagem, ainda que pareça da loja. Abra o site ou o aplicativo oficial pelo seu próprio caminho e, antes de digitar a senha, confira o nome e o CPF ou CNPJ do recebedor na tela de confirmação. Nome de pessoa física numa compra de loja é golpe.
O link de pagamento é uma ferramenta legítima: lojas pequenas usam para cobrar sem maquininha. O problema é que ele copia bem — a página falsa fica igual, o logotipo é o mesmo e o valor está certo. O que o golpista não consegue esconder é quem recebe o dinheiro. É aí que você olha.
1. Por onde o link falso chega
- WhatsApp de número desconhecido dizendo ser a loja onde você comprou de verdade.
- Resposta a um anúncio seu, com “link para liberar o valor da venda”.
- SMS ou e-mail de “fatura em atraso”, “entrega retida” ou “taxa alfandegária”.
- Perfil de loja em rede social que manda o link no direct.
- Anúncio patrocinado no buscador que leva a uma cópia do site verdadeiro.
2. O que conferir antes de confirmar
- Nome e CPF ou CNPJ do recebedor na tela de confirmação do Pix. Compare com a razão social da loja.
- O endereço do site, letra por letra. Domínio com hífen extra, palavra trocada ou terminação estranha é cópia.
- O valor, sem centavos alterados e sem “taxa” que ninguém avisou.
- Se é Pix copia e cola, cole no aplicativo do banco e leia o beneficiário antes de pagar.
- Se é boleto, confira o beneficiário, o banco emissor e os primeiros dígitos da linha digitável.
- Se é cartão, prefira o checkout do próprio site oficial, aberto por você.
3. QR Code também é adulterado
- Adesivo colado por cima do QR Code original em loja, estacionamento ou totem existe e é comum.
- Ao ler o código, o aplicativo mostra o recebedor: leia antes de confirmar.
- Em cobrança de mesa e maquininha, confira o nome do estabelecimento, não só o valor.
4. Se você já pagou
- Ligue para o banco e registre fraude no mesmo dia. No Pix existe um mecanismo de devolução que o banco aciona, e ele funciona melhor quanto mais rápido.
- Se pagou no cartão, peça contestação da compra pelo aplicativo ou pela central. Guarde o protocolo.
- Se era boleto, leve o comprovante ao banco pagador e ao banco emissor apontado no documento.
- Guarde prints do link, da conversa e da página.
- Faça boletim de ocorrência na delegacia eletrônica do seu estado.
- Se havia uma empresa real envolvida, registre no consumidor.gov.br e no Procon.
Perguntas frequentes
Como sei se o link é da loja mesmo?
Não confie no link: abra o site oficial digitando o endereço e procure o pedido lá dentro. Se a cobrança é real, ela aparece na sua conta.
Pix pago para golpista volta?
Pode voltar se o banco conseguir bloquear o valor pelo mecanismo de devolução por fraude. Depende de o dinheiro ainda estar na conta de destino.
Boleto falso dá para cancelar?
Depois de pago é difícil. O caminho é registrar fraude no banco pagador e no banco emissor, com o comprovante em mãos.
O que olhar primeiro na tela de confirmação?
O nome e o CPF ou CNPJ do recebedor. Se não é a empresa, pare antes de digitar a senha.
Cartão é mais seguro que Pix nesse caso?
Para compra a distância costuma ser, porque existe contestação junto ao emissor. O Pix depende de bloqueio rápido do valor.
Ninguém do banco, da loja ou dos Correios liga pedindo pagamento por link ou por Pix na hora. Desligue e procure o canal oficial.