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Segurança

O que fazer na primeira hora depois de cair num golpe

5 min de leitura Iniciante atualizado em 29 de agosto de 2026
Resposta rápida

Primeiro o banco, para bloquear e tentar reverter. Depois as senhas, a partir de outro aparelho. Depois o boletim de ocorrência. Só então as reclamações formais. Nessa ordem, porque cada minuto do começo vale por horas do resto.

Fonte oficial Reclamações contra instituições financeiras vão ao Banco Central. Conferir em Banco Central do Brasil.

Depois de perceber que caiu, vem um misto de vergonha e paralisia. Essa é a parte que o golpe conta a favor dele: quanto mais tempo você leva para agir, menor a chance de reverter. A vergonha pode esperar; o bloqueio, não.

Nos primeiros minutos

  1. Ligue para o seu banco. Diga a palavra fraude. Peça bloqueio de conta, cartões e PIX, e o acionamento do mecanismo de devolução se houve transferência.
  2. Se você instalou algum programa a pedido de alguém, coloque o aparelho em modo avião imediatamente.
  3. Se entregou o cartão, peça bloqueio e cancelamento.
  4. Anote o protocolo e o horário de cada ligação.

Na primeira hora

  1. De outro aparelho, troque as senhas na ordem: e-mail, banco, gov.br, WhatsApp, redes sociais.
  2. Ative verificação em duas etapas onde não estiver.
  3. Encerre as sessões abertas em cada serviço.
  4. Registre boletim de ocorrência, que na maior parte dos estados é online.
  5. Se o celular foi levado, avise a operadora, faça o comunicado no Celular Seguro e apague os dados à distância.
  6. Avise seus contatos: golpistas usam sua conta para atingir quem confia em você.
Reúna as provas antes de apagar qualquer coisa. Prints das conversas, comprovantes, número de quem contatou, endereços de sites, horários. Depois de bloquear e denunciar, esse material some — e é ele que sustenta a contestação com o banco e o boletim de ocorrência. Salve tudo em um único lugar, fora do aparelho afetado.

Nos dias seguintes

  1. Confira o Registrato do Banco Central: contas, empréstimos e chaves PIX abertos no seu CPF.
  2. Consulte Serasa e SPC.
  3. Se você é aposentado ou pensionista, ative o bloqueio de consignado no Meu INSS.
  4. Conteste por escrito com o banco e guarde o protocolo.
  5. Sem solução, registre no consumidor.gov.br e reclame ao Banco Central.
  6. Denuncie perfis, sites e números nas plataformas.
  7. Acompanhe faturas e extratos por alguns meses.

Se a conversa for a vergonha

Cair em golpe não é sinal de burrice. Esses golpes são desenhados por gente que faz isso o dia inteiro, testando qual frase funciona melhor, e eles exploram pressa, susto, afeto e confiança — não falta de inteligência. Contar rápido a alguém da família é o que costuma acelerar as providências, e falar sobre o caso ajuda a proteger outras pessoas.

Onde buscar apoio

Perguntas frequentes

Vale a pena registrar boletim de ocorrência?

Vale. É exigido em muitos processos de contestação e é o que permite investigação.

O banco é obrigado a devolver?

Depende do caso e da análise. Contestação formal, provas e reclamação nos canais oficiais aumentam a chance.

Devo tentar contato com o golpista?

Não. Isso costuma piorar a situação e expor mais informação. Guarde as provas e denuncie.

Quanto tempo tenho para agir?

Aja em minutos. As chances de bloqueio de valores caem muito depois da primeira hora.

Conteúdo educativo. O TÁ EXPLICADO não é instituição financeira nem escritório de advocacia. Em caso de dívida alta ou situação complexa, procure o Procon da sua cidade ou um advogado.