Como tirar o comprovante de CPF de pessoa falecida
O comprovante sai no site da Receita Federal, de graça, sem login e sem procuração. Você precisa do número do CPF e da data de nascimento exata do falecido. O documento mostra a situação cadastral — quando o óbito já foi registrado, aparece como titular falecido — e traz um código para conferir a autenticidade.
O comprovante de inscrição no CPF é o papel que bancos, cartórios, INSS e seguradoras pedem no meio do inventário. Ele é emitido pela internet, na hora, e não exige autorização judicial nem prova de parentesco. O que você precisa ter são dois dados exatos: o número do CPF e a data de nascimento.
1. O que você precisa
- O número do CPF do falecido, com os onze dígitos.
- A data de nascimento exata. Um dia trocado derruba a consulta sem explicar o motivo.
- Nada além disso: não há login, taxa, senha nem procuração.
2. O caminho na tela
- Abra o site da Receita Federal, digitando o endereço você mesmo.
- Procure Serviços → CPF → Comprovante de inscrição e de situação cadastral.
- Digite o CPF e a data de nascimento e confirme o desafio de segurança.
- Salve o arquivo em PDF e imprima uma via, se algum órgão pedir em papel.
- Guarde o código de controle impresso no comprovante: é por ele que se confere a autenticidade depois.
3. O que cada situação cadastral quer dizer
- Titular falecido — o óbito já consta do cadastro. É o resultado esperado depois que o cartório comunica o registro.
- Regular — o óbito ainda não chegou ao cadastro. O comprovante continua válido, mas alguns atendentes estranham; se precisar, apresente junto a certidão de óbito.
- Pendente de regularização — faltam declarações de imposto de renda. Isso costuma travar etapas do inventário e se resolve com a declaração final de espólio.
- Suspensa — há divergência de dados cadastrais, como nome ou data de nascimento diferentes dos do registro civil.
- Cancelada ou nula — situações específicas, como duplicidade de inscrição, que exigem atendimento presencial.
4. Se a consulta recusar os dados
- Confira a data de nascimento na certidão de nascimento, e não na memória da família.
- Teste também a data que consta da certidão de óbito: divergência entre documentos é comum em registro antigo.
- Não sabe o CPF? Procure em declaração de imposto de renda, carteira de trabalho, extrato do INSS, contracheque, escritura de imóvel, apólice de seguro ou contrato bancário.
- Sem resultado, o inventariante resolve no atendimento da Receita Federal, com agendamento, levando certidão de óbito, documento do falecido e prova da sua condição de herdeiro ou inventariante.
- Divergência de nome ou de filiação também é corrigida nesse atendimento, e a correção costuma ser exigida antes da declaração final de espólio.
Perguntas frequentes
Preciso ser herdeiro para emitir?
Não para a emissão pela internet, que depende apenas do CPF e da data de nascimento. A condição de herdeiro é exigida para alterar dados cadastrais.
O CPF de quem morreu é cancelado?
Ele passa à situação de titular falecido, e continua existindo. O espólio ainda usa esse número, inclusive para a declaração final de imposto de renda.
Quem comunica o óbito à Receita?
O registro do óbito no cartório alimenta as bases oficiais. Se a situação ainda aparece como regular, apresente a certidão de óbito junto ao comprovante.
Dá para emitir pelo aplicativo?
A consulta está entre os serviços digitais da Receita. Use apenas o aplicativo oficial ou o site, nunca aplicativo de terceiros que promete a mesma coisa.
O comprovante tem validade?
Ele não traz prazo, mas órgãos costumam pedir emissão recente. Como é gratuito, vale tirar um novo no dia em que for apresentar.
Nenhum site oficial cobra para emitir comprovante de CPF. Página que pede Pix ou cartão para entregar esse documento está cobrando pelo que é gratuito.